sexta-feira, junho 17, 2011

olhos pesados como pisa-papéis
vêem traços a bic cristal

azul

uma pedra, duas, um par de pés, outro par, uma banda a marchar, de costas vêm os maestros, um sindicato em protestos, explosões de confetis, fogo de artifício, engolidores de fogo, casa num precipício, palavras a três dimensões, autoclismo, auto-puma, um domador de leões, um barco à vela, serpentinas, uma velha com um cão pela trela, um homem de andas, um panda, dois elefantes paramentados, três mulheres num monociclo, trinta e oito poemários, vinte e quatro relicários, uma horta, uma porta, escadas para baixo e para cima, serviço de quartos, relógio de ponto, despertadores e aspiradores, um ralo, um falo, uma agulha, um fuste, um poste, um bosque, um estendal, um pai natal, um poeta e um estucador, cinco pombas, um andor, um miúdo a vomitar, livros que voam, aves, ovos, uvas, luvas, chuva, raios, fragas, fadas, fendas, prendas, medos, dedos, baldes de praia, senhoras de saia, senhores com bóias, mergulhadores, pares e flores, um exército a fazer o pino, chave, sabre, submarino, um gigante, nove anões, sete gatos, dois portões.

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