Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Quinta-feira, Novembro 27, 2008
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Sexta-feira, Setembro 26, 2008
Terça-feira, Agosto 19, 2008
cinemática linguístico-estática
os sentidos apurados para a distância. percorrer muitas páginas e saber que faltam outras. tantas. a estrada a desfazer-se em quilómetros que parecem vomitar mais quilómetros. ainda. dizer com as mesmas palavras, mesmo não sendo as palavras as mesmas. é isto que faço aqui sentada.
Segunda-feira, Agosto 11, 2008
Sábado, Agosto 09, 2008
Sexta-feira, Julho 25, 2008
Quarta-feira, Julho 23, 2008
Segunda-feira, Junho 30, 2008
Terça-feira, Junho 17, 2008
traduttore traditore
e, na espera, entre duas respirações, dobrei-me em asas de papel. o silêncio a pesar-me nas pálpebras, mas o fio da história a picar-me todos os poros, cosendo inutilmente palavras à minha memória externa. não sei por que razão não consigo lembrar-me dos filmes como as outras pessoas. uma ou duas imagens, por vezes só um sent ir.
Sexta-feira, Maio 16, 2008
Quarta-feira, Maio 14, 2008
Terça-feira, Maio 06, 2008
wonderful town
isto passou-se em lisboa. um homem com pés de pássaro passou por mim na rua. levava um vaso com uma orquídea branca muito alta que lhe indicava o caminho. segurava o vaso com as duas mãos. ainda não o sabia, mas deixara o porta-chaves esquecido em cima do balcão da loja, na atribulação do multibanco, da hora tardia, das redes saturadas. a loja estava a fechar quando entrou decidido a levar a orquídea branca e a empregada fizera o especial favor de atender aquela urgência. teria de tocar à campainha ou chamar os bombeiros para lhe arrombarem a porta. atravessava a estrada, numa rua perpendicular à minha, no momento em que o meu sinal mudou para verde, mas não apareceu no retrovisor. eu vinha do cinema. ele ia nessa direcção.
Terça-feira, Abril 01, 2008
Domingo, Março 09, 2008
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

deixo este ramo por alguns instantes. tem mesmo de ser. fica a minha contribuição para a milk+wodka a fazer companhia a quem por aqui tropece. esta não é
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

de aveiro para o porto, a partir de hoje, na maria vai com as outras
*Iniciativa e selecção dos poemas
Mercado Negro (Aveiro)
*Design e ilustrações
Menina Limão
*Textos de:
*c-asa (carolina rodrigues) em A Casa Imaginada
*a.m. em A Imitação dos Dias
*margarete em Acknowledge (Or Whatever) Thyself
*nocturnidade (cláudia ferreira) em Agulha
*marta em Do Avesso
*martinha. (marta poiares) em Entre Linhas
*r. (rute mota) em Esta Distância Que Nos Une
*eyes shut em Eyes Shut
*gato legível em Gato Legível
*saturnine (raquel costa) em Little Black Spot
*pedro. em Loose Lips Sink Ships
*happy and bleeding em Morrer de Improviso
*mb em Musas Esqueléticas
*aida monteiro em O Perfil das Casas, O Canto das Cigarras
*hugo em Solvstäg
*o peixe que queria ser um tira linhas (rita alberto) em Tampadecaneta
*ana filipa gonçalves em Tarte de Rabanete
*clAud (cláudia caetano) em Tempo Dual
*lebre do arrozal (maria sousa) em There’s Only 1 Alice
*tratado de botânica (joana serrado) em Tratado de Botânica
*papel químico em Triplicado
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
atrás do sol
prometeu-me um sinal todas as noites, um clarão, um risco no céu, um acender, um apagar. para que não restassem dúvidas apareceu-me à janela e aqueceu-me os ombros e o rosto. depois afastou-se, caminhando de costas, com os olhos presos aos meus como dois feixes de luz. fiquei ali plantada, ganhando raízes que se entranharam pelas frestas dos mosaicos, pelos tijolos, pelas tubagens, calcorreando paredes em busca de solo, de outras raízes, desviando-se de alicerces e de lençóis freáticos, correndo mais depressa que as horas do dia, mais ardentes que o próprio núcleo da terra, até chegar ao outro lado do mundo. e, no entanto.
para a *
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Domingo, Janeiro 06, 2008
desdobrou-se em camadas finas como folhas e meteu-se no forno. eléctrico. saiu inteiro, soldado, preso por pinças, acabado. pronto. à sua espera uma fanfarra de instrumentos. bons e maus condutores de corrente. na única boca que desejava sucumbiu ao peso dos dentes, às voltas da língua. como uma ave que pousa num ramo mais leve que o seu próprio corpo.
Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
um casaco de inverno, uma segunda pele, grosso como a casca de um carvalho velho, permeável como o leito de um rio sempre novo. aprendi a enrolá-lo como um xaile, um turbante para a alma que me aquece e areja o lugar onde se cozinham as dores e se afinam os mecanismos do riso. tecnologia de ponta esta teia e esta trama quente e fria ao mesmo tempo, sem regulador de intensidade. sempre presente.





